quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Cultura do vinho e elaboração

A cultura do vinho fascina a todos os aficcionados por essa bebida conhecida desde os tempos mais remotos.
O melhor conhecimento do vinho, depende do entendimento das possíveis maneiras de se elaborar o mesmo.

Existe uma grande gama de produtos que podem ser elaborados a partir da mesma matéria-prima.

O modo de elaboração dos vinhos deve ser decidido antes da fermentação do mosto, segundo o tipo de produto a ser alcançado e também, da qualidade da uva. Por isso, tentamos classificar os vinhos através de suas propriedades comuns e identificáveis, por degustações ou pesquisas laboratoriais.

Existem diversos vinhos no mercado, com várias características diferentes entre eles, dificilmente você poderá encontrar um vinho de distintas vinícolas com o mesmo sabor e aroma. Cada país vitivinícola possui uma legislação própria para o vinho, esta busca definir de maneira simplificada todos os produtos que se obtém a partir da uva.


Vinho Tinto

O vinho tinto é elaborado a partir de uvas tintas, pois é da película que, durante a maceração, são extraídas as antocianinas e os taninos. Esses compostos fenólicos conferem ao vinho cor, estrutura, corpo e originalidade.

Desengace e esmagamento: a uva deve ser desengaçada de um jeito lento para não triturar a ráquis, pois sabores indesejáveis presentes nela podem passar para o vinho. O esmagamento deve ser feito para liberar somente o mosto. Para evitar a produção de grande quantidade de borra, não se recomenda a trituração da película.

Fermentação alcoólica e maceração: logo após a colocação da uva em tanques (encubação), ocorre o começo da fermentação alcoólica e ao mesmo tempo a maceração. Durante essa fase, há dissolução de pigmentos, que conferem cor ao vinho e taninos. Para facilitar essa dissolução, são realizadas remontagens – operações que consistem na movimentação das fases líquida e sólida- para manter a massa homogeneizada.

O controle da temperatura é realizado de modo a mantê-la entre 24ºC e 30ºC, de acordo com o tipo de vinho a elaborar. Esse período pode ser de 6 a 20 dias, ou até mais, conforme a estrutura que se deseja dar ao vinho. Até esse período, ocorre a descuba – a separação das partes líquida e sólida que estão no tanque – e a prensagem da parte sólida.


Fermentação malolática: geralmente é feita nos vinhos tintos.

Clarificação: o vinho novo é turvo, sendo clarificado com o tempo pela decantação nos tanques de inox ou barricas de carvalho. Se necessário, pode-se filtrá-lo.

Envelhecimento: o envelhecimento do vinho pode ser feito em tanque de inox, em barrica de carvalho e/ou garrafa. O tempo e a forma de envelhecimento do vinho dependem de seu processo de elaboração, da variedade de uva, tipo, estrutura do produto que se deseja, safra e valor agregado que o mesmo terá.


A herança do cultivo, apreciação e diversidade

Como um símbolo cultural duradouro da vida europeia, o papel do vinho tem evoluído ao longo do tempo, mudando de uma importante fonte de nutrição para um complemento cultural da comida e do convívio, compatível com um estilo de vida saudável. A arte da viticultura também evoluiu, mas um princípio que não mudou é a tradição europeia de apresentar e comunicar o vinho, com ênfase nas origens, herança e viticultura. Assim, o vinho tende a estar associado à gastronomia, história, produtos locais de qualidade e ambientes sociais dignos. Como tal, apesar das diferenças de padrões de consumo na UE, o consumo moderado continua a ser a norma geral e apenas uma minoria de pessoas abusa do consumo de vinho.

A apreciação cultural europeia de vinho reflecte a diversidade da experiência europeia, savoir-vivre e hábitos culinários. A associação do vinho como parte da identidade europeia também promove o consumo.

O vinho

O vinho (do grego antigo οἶνος, transl. oínos, através do latim vīnum, que tanto podem significar "vinho" como "videira") é, genericamente, uma bebida alcoólica produzida por fermentação do sumo de uva. Na União Europeia o vinho é legalmente definido como o produto obtido exclusivamente por fermentação parcial ou total de uvas frescas, inteiras ou esmagadas ou de mostos; no Brasil é considerado vinho a bebida obtida pela fermentação alcoólica de mosto de uva sã, fresca e madura, sendo proibida a aplicação do termo a produtos obtidos a partir de outras matérias-primas.

A constituição química das uvas permite que estas fermentem sem que lhes sejam adicionados açúcares, ácidos, enzimas ou outros nutrientes. Apesar de existirem outros frutos como a maçã ou algumas bagas que também podem ser fermentados, os "vinhos" resultantes são geralmente designados em função do fruto a partir do qual são obtidos (por exemplo vinho-de-maçã) e são genericamente conhecidos como vinhos de frutas. O termo vinho (ou seus equivalentes em outras línguas) é definido por lei em muitos países. A fermentação das uvas é feita por vários tipos de leveduras que consomem os açúcares presentes nas uvas transformando-os em álcool. Dependendo do tipo de vinho, podem ser utilizadas grandes variedades de uvas e de leveduras.

O vinho possui uma longa história que remonta pelo menos a aproximadamente 6 000 a.C., pensando-se que tenha tido origem nos atuais territórios da Geórgia ou do Irã. Crê-se que o seu aparecimento na Europa ocorreu há aproximadamente 6500 anos, nas atuais Bulgária ou Grécia, e era muito comum na Grécia e Roma antigas. O vinho tem desempenhado um papel importante em várias religiões desde tempos antigos. O deus grego Dioniso e o deus romano Baco representavam o vinho, e ainda hoje o vinho tem um papel central em cerimônias religiosas cristãs e judaicas como a Eucaristia e o Kidush.

fonte: Wikipédia