O melhor conhecimento do vinho, depende do entendimento das possíveis maneiras de se elaborar o mesmo. Existe uma grande gama de produtos que podem ser elaborados a partir da mesma matéria-prima.
O modo de elaboração dos vinhos deve ser decidido antes da fermentação do mosto, segundo o tipo de produto a ser alcançado e também, da qualidade da uva. Por isso, tentamos classificar os vinhos através de suas propriedades comuns e identificáveis, por degustações ou pesquisas laboratoriais.
Existem diversos vinhos no mercado, com várias características diferentes entre eles, dificilmente você poderá encontrar um vinho de distintas vinícolas com o mesmo sabor e aroma. Cada país vitivinícola possui uma legislação própria para o vinho, esta busca definir de maneira simplificada todos os produtos que se obtém a partir da uva.
Vinho Tinto
O vinho tinto é elaborado a partir de uvas tintas, pois é da película que, durante a maceração, são extraídas as antocianinas e os taninos. Esses compostos fenólicos conferem ao vinho cor, estrutura, corpo e originalidade.
Desengace e esmagamento: a uva deve ser desengaçada de um jeito lento para não triturar a ráquis, pois sabores indesejáveis presentes nela podem passar para o vinho. O esmagamento deve ser feito para liberar somente o mosto. Para evitar a produção de grande quantidade de borra, não se recomenda a trituração da película.
Fermentação alcoólica e maceração: logo após a colocação da uva em tanques (encubação), ocorre o começo da fermentação alcoólica e ao mesmo tempo a maceração. Durante essa fase, há dissolução de pigmentos, que conferem cor ao vinho e taninos. Para facilitar essa dissolução, são realizadas remontagens – operações que consistem na movimentação das fases líquida e sólida- para manter a massa homogeneizada.
O controle da temperatura é realizado de modo a mantê-la entre 24ºC e 30ºC, de acordo com o tipo de vinho a elaborar. Esse período pode ser de 6 a 20 dias, ou até mais, conforme a estrutura que se deseja dar ao vinho. Até esse período, ocorre a descuba – a separação das partes líquida e sólida que estão no tanque – e a prensagem da parte sólida.
Fermentação malolática: geralmente é feita nos vinhos tintos.
Clarificação: o vinho novo é turvo, sendo clarificado com o tempo pela decantação nos tanques de inox ou barricas de carvalho. Se necessário, pode-se filtrá-lo.
Envelhecimento: o envelhecimento do vinho pode ser feito em tanque de inox, em barrica de carvalho e/ou garrafa. O tempo e a forma de envelhecimento do vinho dependem de seu processo de elaboração, da variedade de uva, tipo, estrutura do produto que se deseja, safra e valor agregado que o mesmo terá.
A herança do cultivo, apreciação e diversidade
Como um símbolo cultural duradouro da vida europeia, o papel do vinho tem evoluído ao longo do tempo, mudando de uma importante fonte de nutrição para um complemento cultural da comida e do convívio, compatível com um estilo de vida saudável. A arte da viticultura também evoluiu, mas um princípio que não mudou é a tradição europeia de apresentar e comunicar o vinho, com ênfase nas origens, herança e viticultura. Assim, o vinho tende a estar associado à gastronomia, história, produtos locais de qualidade e ambientes sociais dignos. Como tal, apesar das diferenças de padrões de consumo na UE, o consumo moderado continua a ser a norma geral e apenas uma minoria de pessoas abusa do consumo de vinho.A apreciação cultural europeia de vinho reflecte a diversidade da experiência europeia, savoir-vivre e hábitos culinários. A associação do vinho como parte da identidade europeia também promove o consumo.