sábado, 29 de janeiro de 2011

Warner, Vinho e Poesia lançam linha de bebidas

Já com um olhar nos próximos anos, período em que o futebol ganhará ainda mais destaque junto aos consumidores brasileiros em razão da Copa do Mundo - sediada aqui no Brasil, a Vinho e Poesia, em parceria com a Warner Bros. Consumer Products (licenciadora oficial da Confederação Brasileira de Futebol – CBF), acaba de lançar uma linha exclusiva de bebidas da Seleção Brasileira, composta por dois espumantes e um vinho tinto. Os produtos são especialmente produzidos na Serra Gaúcha, região que concentra a maior parte da fabricação de vinhos e espumantes nacionais de alta qualidade. Leia mais

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Dias de tinto em Natal

Apesar de estarmos no verão, a cidade de Natal, como boa parte do Brasil, tem recebido torrentes de chuvas características do inverno, tornando o clima ameno e gerando certa necessidade de aquecer, senão o corpo, pelo menos o espírito. Esses dias molhados, de Céu cinza, alta umidade e temperatura atípica, se nos leva a adega, conduz para a prateleira dos tintos robustos, perfeitos para aquecer. Os vinhos tintos são mais ricos de extrato (componentes não voláteis), por isso mesmo mais substancioso e condizente com ocasiões (climas mais frios) e pratos de maior peso. Se pensarmos em um tipo de vinho para cada estação (se no nosso nordeste elas não fossem tão confusas), considerando as cores, o clima e a atmosfera predominante em cada uma das fases do ano, seria tácito afirmar que o outono é o momento dos vinhos rosados e tintos mais leves. O inverno (supostamente mais frio e úmido) seria o momento dos tintos de corpo que aquecem corpo e alma. A primavera, estação das flores, a vez dos vinhos brancos perfumados e refrescantes e o verão dos espumantes e brancos mais leves, frutados e refrescantes. Como se vê, estamos num momento atípico do clima, coisa que, aliás, não é raro em nossa cidade, o que nos leva a fugir à regra, sorvendo algo que aqueça ao menos, as idéias.  Leia mais...

sábado, 15 de janeiro de 2011

Produtores rurais do Brasil vão ganhar registro geográfico de procedência

Cricuma - Produtores rurais do Brasil vão ganhar a partir deste ano a chance de dar a seus produtos um registro geográfico de procedência, selo que garante mais valor agregado para a produção. No Sul do estado, a grande briga pelo selo é dos produtores de vinho de Urussanga.

Esse registro de IG, como é chamado, é um tipo de selo dado a produtos e serviços característicos do local, como a água ardente e o vinho tinto do Vale dos Vinhedos, por exemplo. Produtos únicos como estes, tendem a ter maior qualidade por conta das condições em que são produzidos, como o solo, clima e vegetação local. O registro de IG também traz outros benefícios para o produtor. Além do aumento no preço, a organização da comunidade e o incremento no turismo da região também são registrados em comunidades que possuem o selo. Leia mais...

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Arqueólogos encontram vinícola de 6100 anos

Uma unidade completa de produção de vinho, de 6.100 anos de antiguidade, a mais antiga conhecida até então, foi descoberta numa caverna na Armênia, anunciou nesta terça-feira (11) uma equipe internacional de arqueólogos.

Antes disso, vestígios comparáveis a esses equipamentos de produção vitícola remontavam a 5.000 anos."Pela primeira vez, temos uma imagem arqueológica completa de um sistema de produção de 6.100 anos", felicitou-se Gregory Areshian, responsável pelas escavações e vice-diretor do Instituto de Arqueologia Cotsen da Universidade da Califórnia, em Los Angeles. Leia mais...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Em Arcos de Valdevez, Vasco Croft está a produzir vinhos e espumantes biodinâmicos em 20 hectares de vinha

Quando Jancis Robinson, crítica de vinhos do jornal "Financial Times", elegeu um verde tinto - o Afros Vinhão 2009 - como uma das suas escolhas para o verão de 2010, a Região dos Vinhos Verdes estranhou.
Habituado a ver o consumo de vinho verde tinto limitado às fronteiras regionais, o Minho não esperava ter umdos seus incluído numa seleção mundial.
No entanto, Vasco Croft, produtor do vinho distinguido, acredita que o potencial exportador dos vinhos tintos da Quinta Casal do Paço Padreiro, em Arcos de Valdevez, pode ser idêntico ao dos brancos. Leia mais...

Beba pelos seus dentes: segundo um novo estudo, os compostos no vinho tinto podem prevenir cáries e tártaro

Os compostos, chamados polifenóis, bloqueiam uma molécula formada pela bactéria Streptococcus mutans, encontrada em todas as bocas.
Normalmente, essas bactérias quebram o açúcar que comemos e produzem moléculas pegajosas, denominadas glucanas, que permitem que elas se apeguem a nossos dentes e danifiquem suas superfícies. Elas também produzem um ácido que corrói o esmalte do dente, provocando as cáries.
Segundo os pesquisadores, o caule, a semente e a pele das uvas fermentadas, que sobram da produção de vinho, contêm grandes quantidades de polifenóis. Os polifenóis podem bloquear a capacidade da S. mutans de fazer glucanas, permitindo que as boas bactérias da boca se proliferem, e evitando que as bactérias más grudem nos dentes. Leia mais...

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Cultura do vinho e elaboração

A cultura do vinho fascina a todos os aficcionados por essa bebida conhecida desde os tempos mais remotos.
O melhor conhecimento do vinho, depende do entendimento das possíveis maneiras de se elaborar o mesmo.

Existe uma grande gama de produtos que podem ser elaborados a partir da mesma matéria-prima.

O modo de elaboração dos vinhos deve ser decidido antes da fermentação do mosto, segundo o tipo de produto a ser alcançado e também, da qualidade da uva. Por isso, tentamos classificar os vinhos através de suas propriedades comuns e identificáveis, por degustações ou pesquisas laboratoriais.

Existem diversos vinhos no mercado, com várias características diferentes entre eles, dificilmente você poderá encontrar um vinho de distintas vinícolas com o mesmo sabor e aroma. Cada país vitivinícola possui uma legislação própria para o vinho, esta busca definir de maneira simplificada todos os produtos que se obtém a partir da uva.


Vinho Tinto

O vinho tinto é elaborado a partir de uvas tintas, pois é da película que, durante a maceração, são extraídas as antocianinas e os taninos. Esses compostos fenólicos conferem ao vinho cor, estrutura, corpo e originalidade.

Desengace e esmagamento: a uva deve ser desengaçada de um jeito lento para não triturar a ráquis, pois sabores indesejáveis presentes nela podem passar para o vinho. O esmagamento deve ser feito para liberar somente o mosto. Para evitar a produção de grande quantidade de borra, não se recomenda a trituração da película.

Fermentação alcoólica e maceração: logo após a colocação da uva em tanques (encubação), ocorre o começo da fermentação alcoólica e ao mesmo tempo a maceração. Durante essa fase, há dissolução de pigmentos, que conferem cor ao vinho e taninos. Para facilitar essa dissolução, são realizadas remontagens – operações que consistem na movimentação das fases líquida e sólida- para manter a massa homogeneizada.

O controle da temperatura é realizado de modo a mantê-la entre 24ºC e 30ºC, de acordo com o tipo de vinho a elaborar. Esse período pode ser de 6 a 20 dias, ou até mais, conforme a estrutura que se deseja dar ao vinho. Até esse período, ocorre a descuba – a separação das partes líquida e sólida que estão no tanque – e a prensagem da parte sólida.


Fermentação malolática: geralmente é feita nos vinhos tintos.

Clarificação: o vinho novo é turvo, sendo clarificado com o tempo pela decantação nos tanques de inox ou barricas de carvalho. Se necessário, pode-se filtrá-lo.

Envelhecimento: o envelhecimento do vinho pode ser feito em tanque de inox, em barrica de carvalho e/ou garrafa. O tempo e a forma de envelhecimento do vinho dependem de seu processo de elaboração, da variedade de uva, tipo, estrutura do produto que se deseja, safra e valor agregado que o mesmo terá.


A herança do cultivo, apreciação e diversidade

Como um símbolo cultural duradouro da vida europeia, o papel do vinho tem evoluído ao longo do tempo, mudando de uma importante fonte de nutrição para um complemento cultural da comida e do convívio, compatível com um estilo de vida saudável. A arte da viticultura também evoluiu, mas um princípio que não mudou é a tradição europeia de apresentar e comunicar o vinho, com ênfase nas origens, herança e viticultura. Assim, o vinho tende a estar associado à gastronomia, história, produtos locais de qualidade e ambientes sociais dignos. Como tal, apesar das diferenças de padrões de consumo na UE, o consumo moderado continua a ser a norma geral e apenas uma minoria de pessoas abusa do consumo de vinho.

A apreciação cultural europeia de vinho reflecte a diversidade da experiência europeia, savoir-vivre e hábitos culinários. A associação do vinho como parte da identidade europeia também promove o consumo.